Matéria de Júlia Nery – Texto de Guilherme Cronemberger – Fotos de Ian Rodner

 

 

Na Assembleia Geral das Nações Unidas, AGNU, aconteceram alguns confrontos diplomáticos sobre liberdade de imprensa, tema geral do comitê, mas Índia X Reino Unido e Estados Unidos X Venezuela foram os que tiveram mais destaque. Fora estes debates, alguns países fizeram pronunciamentos sobre suas posições acerca do tema, como a Arábia Saudita, que afirmou que suas ações são todas baseadas no Alcorão.

No primeiro “confronto” citado, a Índia foi duramente criticada pelo delegado Paulo Renato, representante do Reino Unido. O delegado afirmou que o governo indiano altera informações sobre mortes e até catástrofes naturais em seu território, citando inclusive exemplos recentes. A França, em consonância com o Reino Unido, afirmou que a Índia matou jornalistas, não respeitando assim a liberdade de imprensa.

 

 

A delegada indiana, Rafaela Mesquita, defendeu seu país afirmando que a culpa dessas mortes não pode ser atribuída ao governo. Após isso tentou desviar do tema levantado, questionando Arábia Saudita por ter matado jornalistas a sangue frio e a Venezuela por prender um jornalista sem motivo algum e só soltá-lo por pedido da ONU.

O outro grande embate da primeira sessão ocorreu graças ao questionamento feito pelo delegado venezuelano Aécio Dalton, que questionou os Estados Unidos por serem defensores da liberdade de imprensa , mas terem um presidente que a critica muito, algumas vezes até com discursos de ódio.

Em resposta, a delegada norte americana, Heloísa Maria, afirmou que jornalistas pegam informações do governo, da Casa Branca e escrevem de tal maneira que gera uma sensação de falta de insegurança para os leitores, prejudicando assim a imagem do governo. Justificando assim as críticas do presidente Trump á imprensa.